Radiohead e o Baião Internacional!

OBS.: Texto Originalmente Produzido em Fevereiro de 2011 .


Prepare o seu copo de bebida, porque foi sob efeito do álcool que comecei a escrever esse texto, e principalmente, fiquei feliz por dispensar a minha atenção, aos cantores e cantoras pop’s, que indiretamente, acabam dominando nosso dia-dia. Os Agora tios do Radiohead, lançaram a pouco mais de uma semana o Belíssimo “The King of Limbs”, o cd que eu diria, é a oposição ao seu último disco ‘In rainbows’. O último disco, carregava a responsabilidade de ditar uma moda que estava se tornando prática: lançar um disco diretamente para download antes que alguém vazasse o material. O Radiohead pediu para o grande público que pagasse o quanto considerava melhor para o seu orçamento, ou até mesmo, não pagar nada. Muito bom, vindo de uma banda que deixou sua última gravadora, entretanto, esse tipo de iniciativa, prejudica qualquer novo artista(como retirar dinheiro do trabalho que é feito, disponibilizando gratuitamente?), eu, por exemplo, ainda sou adepto do cd, mesmo considerando muito bacana/correta a iniciativa, porém, Thom Yorke e companhia, já estão muito bem, obrigado, com suas finanças.

Mas voltando ao que interessa, o novo disco, apresenta, 03 grandes marcos: O primeiro deles é o susto que tomei ao ouvir “Little By Little” que, junto ao meu amigo Jessé, comentei claramente que se parecia com alguma coisa já produzida pelo mestre brasileiro Luiz Gonzaga. A música tem uma pegada orgânica, meio trovadora, parece vinda de portugal, quem caminha por uma estrada (e o Baião de certa forma, tem sua origem em portugal), O Luiz por sua vez, disseminou o ritmo e a originalidade, com bastante maestria, e isso é digno de ser comentado, porque o Radiohead, Björk, Madonna, e tantos outros artistas que não são brasileiros, consideram a  nossa música, como uma das melhores, se não a mais caprichada no mundo. É bom ver esse tipo de situação, espelhada em bandas que exalam qualidade. A segunda música que destaco do “Limbs…” é “Feral”: se fosse de qualquer outro artista, provavelmente estaria “fadado” ao fracasso. A música é uma junção de ritmos bem marcados, com algo que lembra bastante o disco de sobras de estúdio “Amnesiac” , outra Pérola dos caras. Por fim, a faixa mais bela do disco, se não, a melhor, “Separator”, que fui avisado pela minha amiga Jessy, que deveria ouvir. A música está entre as mais belas composições do Radiohead até hoje.

Karma Police, Creep, Videotape e High and Dry, tem uma nova irmã caçula que é bastante emotiva e visionária. Por hora, esses são os comentários sobre o disco “King of Limbs” do Radiohead, não falarei de Lotus Flower e seu video esquisito com coreografia conceitual (para não dizer improvisada – porque tudo o que o Radiohead lança desde o Ok Computer, é “culturalmente intencionado “- e eu sou fã da banda) porque não é minha favorita do disco, mas é boa. Por hora, é isso. Em breve, todas as continuações dos textos que só tiveram parte I, Abraços.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s